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Oportunidades, Desafios e Perspectivas do Sector Agrário em Moçambique
Nos últimos anos, Moçambique tornou-se um destino preferencial decapitais de investimento estrangeiros directos devido a potenciais recursos naturais a aliado ao quadro legal que possibilitam a entrada de investimento em vários sectores de desenvolvimento, incluindo o agrário. A este respeito, a política de desenvolvimento do país considera a agricultura eixo para a transformação económica do país, funcionando como c
É neste prisma em que a política do Governo do dia incentiva a entrada de capitais de financiamento externo directo para o sector privado investir em grandes projectos agrários. Estes investimentos integram-se igualmente a esfera de agro-indústria destinado ao processamento produtos agrícolas, tais como cereais, castanha, citrinos, ananás, empacotamentos de batata reno para além da preparação e processamento de carnes.
Concomitantemente, investir no sector agrário em Moçambique constitui uma decisão sabia e acertada, pois apresenta várias oportunidades e vantagens estratégicas. O país dispõe recursos naturais abundantes, dezenas de milhões de hectares de terra arável e exploráveis, água em abundância, bacias hidrográficas e diversidade de zonas agro-climáticas que permite a produção de culturas tropicais, cereais, hortícolas e animal.
Aliado a estes factores, a população jovem constitui vantagem para a mão-de-obra disponível com formação técnica necessária na esfera produtiva, de colheita e de agro-indústria. Outrossim, o quadro legal do país é orientado para facilitação de negócios através de instituições como Agência de Promoção de Investimentos e Exportações que assegura incentivos aduaneiros e fiscais atractivos. As referidas isenções fazem parte das reduções de direitos na importação de bens de equipamento agrícolas e facilidades no Imposto sobre o Rendimento (IRPC) bem como a segurança jurídica e criação de Zonas Económicas Especiais (ZEE) constituem instrumentos aliciantes ao sector de investimento.
Noutro prisma, a localização geo-conómico regional destaca o país como porta de entrada e saída de mercadorias proveniente dos países do interior da África Austral, através dos portos e linhas férias ou seja através de corredores logísticos estratégicos de Beira, Nacala e Maputo. O mercado interno tende a expandir, impulsionado pelo crescimento demográfico, urbanização associado aos acordos da SADC e ZCLCA e nas relações que o pais tem como a União Europeia, mercados asiáticos e EUA que facilitando a exportação de diversos produtos agrícolas.
Nesta óptica, o capital externo directo estimula a capacidade financeira para a instalação de infra-estruturas de regadio de grande escala, introdução de sementes certificadas de alta performance, mecanização avançada e integração de pequenos produtores a cadeia de valor industriais consolidadas.
Contudo, existem desafios ou riscos que o país incorre. O país é propenso às calamidades naturais como ciclones e inundações, facto este requer do investidor o desenvolvimento de sistemas adequados para escoar as águas das chuvas, investir em tecnologia e formação de mão-de-obra local em matérias de operação de tecnologias, transferência da agricultura de subsistência familiar a uma industrial mecanizada e de grande escala.
Portanto, o sucesso do investimento externo no sector agrário em moçambicana reside na capacidade de transitar de uma lógica puramente de agricultura de subsistência a uma industrial de grande escala mecanizada com aplicação de água para irrigação de grande escala, não de dependente de chuva pois escasseiam, torna-la negócio rentável orientada ao mercado internacional, melhoria da quantidade e qualidade ofertada.
